terça-feira, 10 de abril de 2012


Uma História Surreal - Cap 26 ao 31

4


Lua sabia bem porque havia feito aquilo com Arthur, ela cansara de sofrer, cansara de alimentar falsas esperanças de que um dia eles pudessem ficar juntos.
Ela cansou de ficar sofrendo e esquecer a própria vida por ele, mas, era inevitável, ela não conseguia ficar nem cinco minutos sem pensar nele, sem pensar em todas as qualidades dele - que para ela eram muitas -, sem pensar em seus defeitos - que eram encantadores. Ela parecia uma adolescente que acabara de descobrir o amor, mas talvez fosse isso. Talvez ela nunca tenha amado antes, pois jamais se sentira assim antes, na vida inteira. Ela não se sentiu assim com seu primeiro namorado, nem com Pedro. Ela não tinha mais dúvidas, o amava e queria ficar com ele para o resto da vida.
Lua foi até seu quarto, separou uma roupa, tomou um banho relaxante, pós uma calça jeans preta e uma blusa regata, colada cinza com um beijo vermelho e calçou uma sapatilha. Pegou as chaves do carro e dirigiu em direção a casa de Arthur - que ela sabia onde era, pois havia ido uma vez com Pedro.
Chegando lá, ela aperta a campainha, sente suas pernas bambas, sentiu o coração acelerar, mas ai, nada. Ninguém veio atender, ela aperta novamente a campainha decepcionada.
Queria falar com ele, queria vê-lo de novo, dizer a ele a verdade, tudo, dizer a ele tudo. Mas, se ele não estava em sua casa, onde estava?
Lua fica abismada, não sabia onde ele estava, com quem estava, queria mesmo vê-lo, queria...ela nem sabia o que queria, apenas sabia que precisava vê-lo e ouvi-lo, ouvi-lo dizer que a amava, ou não. Se ele dissesse que não a amava ela pararia de pertuba-lo, ela só precisava ouvir isso da boca dele.
Lua volta apara sua casa e troca de roupa, veste sua camisola e se deita em sua cama, começa a chorar, chorar muito, ela estava triste, estava confusa, nervosa, muitas emoções lhe percorriam, seu coração disparava sempre que ela pensava nele.
Aquilo era constante, ela já estava co o rosto inchado e com dor de cabeça quando pega no sono e não escuta seu celular tocar.
Duas horas depois, quando acorda, Lua vê seu celular alertar mensagem, corre, na esperança de ser ele. Abre a mensagem e vê, era dele.
"Lua, não sei o que houve que não me atendeu, mas, se me quer mesmo fora de sua vida, eu irei embora. Mas, mesmo que isso não faça diferença nenhuma agora, EU TE AMO, amo de verdade, e vou para a Inglaterra amanhã. Então, Adeus Lua!
Arthur"
Ele iria para a Inglaterra, iria de vez? Ela fica zonza por um minuto e se senta na cama, estava sem reação, ele iria embora de vez, e ele achava que ela não queria mais em sua vida? Estava louco, ela o amava, e precisava dizer isso a ele.
Lua entro no banheiro tomou um banho rápido e pós uma roupa qualquer e saiu, foi em direção a casa de Arthur de novo e não o encontrou lá, onde ele poderia estar?
Lua liga para ele desesperadamente, ele não a atende. Então, ela decidi deixar-lhe uma mensagem de texto;
"Arthur, não seja idiota o bastante para ir embora, EU TE AMO e não te quero e nem nunca quis você fora da minha vida. Não vá embora, e PORRA onde você esta?! Por favor, me encontre na minha casa, precisamos conversar AGORA!
Lua"
Depois de deixar essa mensagem Lua vai para sua casa, esperar por ele, queria que ele fosse, que fosse mesmo.
Mas a noite caiu e ele não apareceu, Lua ficou esperando-o por horas, mas ele não apareceu e ela adormeceu.

Lua havia adormecido esperando por Arthur, que não havia ido a seu encontro, e no dia seguinte, quando acordou, Lua lembrou-se da mensagem de Arthur, dizendo que ele partiria hoje para a Inglaterra. Mas a que horas?
Lua entra voada no banheiro, toma um banho e põe uma calça jeans e uma regata e calça uma sapatilha confortável, ela vai em direção a casa de Arthur.
Chegando lá, Lua aperta a campainha desesperadamente, até Arthur atender, Lua fica meio zonza ao vê-lo, ela balança a cabeça pra recuperar a noção de tempo.
- QUE HISTORIA É ESSA DE VOCÊ IR VIAJARA PARA A INGLATERRA HOJE? - Ela pergunta gritando.
- Quero mudar os ares, e você não me quer mais aqui! - Ele fala meio sonolento.
- Você bebeu? - Ela pergunta observando a cara dele
- Hãn? - Ele fica confuso.
- De onde você tirou que eu não te quero aqui? - Ela pergunta.
- Lua, você mesma me mandou embora da sua casa e me disse para não voltar mais. - Ele diz simplesmente.
- Não, eu disse que fosse embora, se não era para ficar. - Lua fala e começa a chorar.
- Mas... - Arthur ia falando, mas para no meio do caminho.
- Vai mesmo embora Aguiar? - Lua pergunta.
- Sim Lua! - Arthur fala e Lua começa a chorar.
- Não acredito Arthur, NÃO ACREDITO MESMO! - Lua grita chorando.
- Mas... - Ele ia falar quando é interrompido por Lua.
- MAS NADA, VOCÊ VAI EMBORA E VAI ME DEIXAR, E EU NÃO ESTOU ACREDITANDO NISSO, NÃO MESMO! - Lua grita enquanto chora.
- LUA, PORRA, DEIXA EU TERMINAR! - Ele grita e ela se cala. - EU COMPREI DUAS PASSAGENS PARA A INGLATERRA, LUA BLANCO.
- Duas? - Lua pergunta.
- Sim! - Ele fala.
- E é pra quem essa outra passagem? - Lua pergunta com medo e curiosa.
- Pra quem você acha que é? - Arthur pergunta.
- Não sei! - Lua mente.
- Jura? - Arthur pergunta.
- Juro! - Lua mente de novo.

Lua se fazia de desentendida para Arthur, e esse já havia percebido.
- Lua Blanco, tem certeza? - Arthur pergunta.
- Absoluta! - Lua diz.
- Certeza mesmo? - Arthur pergunta enrolando-a.
- VAI FALAR LOGO OU NÃO PORRA? - Lua se estressa
- Quer ir viajar comigo para a Inglaterra? - Arthur pergunta, fazendo Lua abrir um sorriso de orelha a orelha.
- CLARO QUE SIM! - Lua grita e abraça-o
Lua e Arthur finalmente se entendem, Lua vai para sua casa e arruma sua mala. Manda uma mensagem de texto para seus pais, assim:

"Sei que acabei de chegar de viagem e que vocês não sabem o motivo de eu não sair mais de casa, mas, estou precisando mudar os ares, então, vou para a Inglaterra ainda hoje! Vou sentir saudades, mas não demoro muito, JURO! 
Beijos Lua!!"

Lua pensa e como seus pais deveriam estar neste momento, pasmos, eles achavam que ela já iria viajar de novo, o que na verdade, não é verdade, ela apenas foi sequestrada. Lua ri de seu próprio pensamento, mais uma vez ela estava ironizando o fato de ter sido sequestrada, mesmo sendo de mentira, pensa que Arthur riria se tivesse ouvido isto, e pensa como seria seu futuro ao lado deste homem.
Ela queria que fossem felizes para sempre, assim como em contos de fadas ou historias loucas, como a sua. Lua queria mesmo era viver para sempre com o amado, mas será que ele queria o mesmo?
Lua pensa nas varias vezes que ele disse que a amava, mas será que só amor bastava?
Ela sai de sua casa, e vai até a casa de Arthur, chegando lá, não acredita na cena que vê, e nem em quem vê, ela pensa estar imaginando coisas.


Lua entra na casa de Arthur e não acredita no que vê. Ela vê Arthur com uma arma apontada na cabeça por...Pedro Cassiano, isso mesmo, Pedro Cassiano com uma arma apontada para Arthur. Lua ficou apavorada no momento em que viu isso.
- Olá Luinha! - Pedro fala irônico
- P-P-Pedro? - Lua gagueja
- Eu mesmo boneca! - Pedro fala.
- Pedro, solta ele, agora! - Lua fala firme e sem gaguejar.
- Porque eu faria isso? - Pedro a desafia.
- Eu não sei o que se passa na sua cabeça psicopata, mas, não faz nada com ele, por favor, por tudo que é mais sagrado, não machuca ele. - Lua fala tentando se acalmar. Ela sabia que Pedro não estava brincando, ele não era de brincar assim.
- Lua, ele vai morrer pra você ficar comigo! - Pedro diz.
- Pedro, por favor, não mata ele! - Lua falava chorando.
- Calma Lua! - Arthur fala e Pedro da-lhe um chute, o que faz Lua chorar mais. Chorar, como não chorava há tempos.
- Ele vai morrer Lua, vai sim! - Pedro falava sorridente.
Lua estava em prantos, pedindo freneticamente para que Pedro soltasse Arthur, ela os encarava, Arthur sentado e com uma arma na cabeça e Pedro segurando essa tal arma, e com uma expressão de vitória e um brilho nos olhos.
De repente ela olha para Arthur e ele fala em um sussurro inaldivel, mas que consegue entender. Ele diz:
- Vai ficar tudo bem!
Lua chora, chora e chora. Estava com ódio naquele momento, ódio de Pedro, ódio, ela estava triste, com raiva e queria matar Pedro.
- PEDRO, EU TE ODEIO, E NÃO VOLTARIA PRA VOCÊ NUNCA, NUNCA, TA ENTENDENDO, E SE VOCÊ MATA-LO... - Lua para e chora mais ainda, com a possibilidade de Arthur ser morto. - SE MATA-LO EU TE MATO SEM PENSAR DUAS VEZES, TA ENTENDENDO?
Arthur e Pedro ficam surpresos com a reação e a resposta de Lua, que parece não estar brincando, não parece não estar "nem ai" para a consequências.
- Você não teria coragem, Lua Blanco! - Pedro fala tenso, nervoso e tentando rir.
- Quer apostar? Puxa esse gatilho e eu te mato, e eu não tô brincando! - Lua diz, deixando Pedro nervoso.

Lua estava decidida, sabia que não queria mesmo que Pedro puxasse aquele gatilho, mas se ele o fizesse já estava avisado, ela realmente o faria, faria de verdade.
- Escutou? - Ela disse firme. Lágrimas ainda saiam do rosto de Lua, mas ela tentava se controlar para parecer forte.
- Escutei, mas, vou deixar você tentar me matar, Lua! - Pedro disse e Lua gelou.
Lua ficou desesperada, desesperada de verdade, chorou e Pedro ficou menos nervoso, ele sentia que agora ela não faria nada, mas de repente Lua muda a expressão.
- Ouse fazer isso, e você não vai ver o sol nascer de novo. - Lua disse. Quando ela havia ficado assim?
- Lua! - Arthur fala. - Vai embora. - Arthur ordena e Lua apenas balança a cabeça negativamente.
- VAI EMBORA, LUA, AGORA! - Arthur grita, deixando-a nervosa.
- Eu não vou deixar você morrer! - Ela fala
- VAI LUA! - Arthur grita.
- É vai, ou quer ver seu namoradinho morrer? - Pedro fala quando Lua bate a porta, chorando.
Lua sai, deixando-os lá. Ao sair, Lua fica na porta, parada, discando um número, ela diz o endereço da casa de Arthur e logo depois entra na casa novamente. Fazendo Arthur ficar sério, e Pedro surpreso.
- Veio vê-lo morrer? - Pedro pergunta com um to de vitória.
- Ele não vai morrer! - Lua diz calma.
- E porque acha isso? - Pedro pergunta.
- Você não vai mata-lo, ão mesmo! - Lua diz.
- É o que você acha, boneca! - Pedro fala.
De repente a casa de Arthur é invadida por policiais, que apontam armas para Pedro e mandam-no soltar a que ele tem em mãos.

#Continua...

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