quarta-feira, 14 de março de 2012


O Professor - Capítulo 29 ao 31

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Cap - 29

Ele sorriu, mas não havia diversão em seu sorriso.

Os olhos de Arthur soltavam faíscas de ódio. Ele sabia que estava sendo rude com ela e não era essa sua intenção inicial, mas agora que tinha começado não conseguia mais parar.

- Aproveite seu Neanderthal Lua.

Havia loucura e desejo em seus olhos quando ele a prensou contra a parede num gesto de puro domínio.

Ela tremeu quando ele prendeu suas mãos no alto da cabeça impedindo-a de se mover.

Mas não tremeu de medo e sim de excitação. Lua ficava fora de si apenas com a mínima proximidade do moreno e ele estava muito, muito perto.

Ele queria falar, dizer que a amava e que estava louco de ciúmes, mas em vez de palavras o que saiu de si foi ação. Ele a beijou com uma determinação tão grande que a fez amolecer.

Mas Lua estava determinada a ditar ela mesma os passos de sua própria vida, por isso debateu-se contra ele quando o beijo foi ficando mais suave.

Era uma guerra de gênios ali, e Arthur não estava nem um pouco disposto a perder.

Impôs toda sua força para paralisá-la, mas ele sabia que não poderia continuar acariciando-a enquanto ela debatesse como uma onça brava. Por isso soltou-a e se afastou.
Lua respirou fundo, de decepção, não alivio. No fundo queria aquilo mais que tudo, mas seus olhos arregalaram quando ela olhou os movimentos que ele fazia com as mãos.

Ele acabara de tirar o cinto.

- O que... O que está fazendo? – ela balbuciou enquanto ele caminhava em sua direção com a tira de couro dobrada nas mãos.

Em seu intimo Lua sabia que ele jamais a machucaria, mas Arthur estava tão transtornado que ela temeu.
- Com medo de ganhar umas boas palmadas Lua? Você tem sido uma menina muito má sabia?

- O que pensa...Arthur...afaste-se.

Ela disse tremendo mais a cada passo que ele dava adiante.

Arthur divertiu-se com o medo dela, embora no fundo, sentisse um pouco ofendido por ela crer na possibilidade de ele machucá-la. Mas sabia que estava agindo como um maluco e resolveu tirar proveito da situação.
- Sabe o que eu acho? Eu acho que você merece uma bela punição por deixar aquele desgraçado te tocar sabia?

Ele agora estava a centímetros dela, com um brilho louco nos olhos e um sorriso voraz. Lua podia sentir sua respiração e aquilo a deixava tão amedrontada quanto excitada.


- Você...Você...

Ela não encontrava as palavras.

- Eu? Eu vou punir você Lua. Vou tirar cada vestígio do toque nojento daquele advogadozinho de merda de você.

Ele a agarrou pelos ombros e a trouxe para mais um beijo violento e excitante. Ela correspondeu nos primeiros minutos, mas tentou debater-se novamente e ele a prensou entre os braços.

- Achou que eu ia te bater? Achou? – ele sussurrou no ouvido dela, mantendo-a presa e fazendo-a se arrepiar dos pés a cabeça. – Você merecia sabia? Mas a surra que eu vou te dar é outra Lua.

Ela sentiu-se derreter como mel quente, mas quis lutar.

- Não... Não pode...

- Ah posso. Posso e vou. Vou fazer amor com você Lua e vou fazer você tremer, gritar e gozar tanto nos meus braços que nunca mais vai pronunciar o nome Pedro Cassiano imagine deixá-lo tocá-la.

Ela sentiu um arrepio fino e diferente transpassá-la.

- Não vou...Não vou fazer isso... não quero...

Ela tentou negar o desejo que estava claro em seus olhos.

- Não perguntei o que quer Lua, eu lhe disse o que vou fazer. Você é minha.
E sem dar tempo para que ela protestasse ele a virou de costas e a prensou na pia fazendo-a curvar-se. Sem qualquer obstáculo, subiu suas mãos no alto da cabeça.

- Veja para que serve o cinto.

Ele disse prendendo as mãos dela com a tira de couro e depois amarrando-as a haste de ferro que segurava toalhas.

Estava presa e subjugada, e impressionantemente excitada por isso.

- Solte-me, Arthur...

Ele riu.

- Negue. Negue que me quer por que quanto mais você nega, mais prazer eu vou ter em mostrar que está mentindo.

Ele a agarrou por trás, fazendo sentir seu desejo nas costas. Começou a beijar seu pescoço mantendo os cabelos dela preso nas mãos, com mais força do que deveria.

Ela tentou protestar. Debateu e reclamou em protesto, mas quando ameaçou gritar ele pos a mão em sua boca mostrando a camisa que já estava fora do seu corpo.

- Se gritar, eu a amordaçarei.


“Sou doente, só posso ser” – ela pensou quando sentiu tudo palpitar pela ameaça da mordaça. Mas jamais diria a ele. Jamais.

Ele tirou o vestido com reverencia e calma, dizendo-lhe que aquele caro pedaço de pano só estava se salvando por que ela precisaria de roupas para voltar para casa, mas a lingerie não teve a mesma sorte.

Em segundos estava completamente exposta para o homem que tanto amava.

Arthur mostrou que não estava mentindo quando disse que a enlouqueceria, pois não tardou em castigar seu corpo com os toques mágicos que só ele parecia ter. Ela se contorceu, as mãos agarradas ao cinto, os lábios presos entre os dentes, estava quase em desespero.

Ele a beijou e tocou com gana, parecia disposto a redescobrir e marcar cada centímetro de pele. Lua estava tão louca e fora de si que chegou ao primeiro clímax apenas com o roçar dos corpos e os beijos dele em seus seios sensíveis, mais sensíveis que nunca.
Ele sentiu os tremores e ouviu os leves sons que ela produziu, mas não parou, as mãos continuaram vagando e ele se posicionou em suas costas, voltando a beijar seu pescoço. As mãos desceram pela cintura e encontraram o ventre tremulo. Desceram mais ainda.

Chegando ao destino, ele tocou com maestria, mostrando a ela o que queria. Tudo, absolutamente tudo.


Separou os grandes lábios e tocou-os. Seu elo rosado, brilhante, quente. O lugar eu enlouquecia e lhe tirava dos prumos há meses. O lugar onde estaria conectado a ela em alguns minutos. Tocou-a e instigou-a até senti-la tremer mais uma vez.

Colou o corpo no dela e levou a boca ao ouvido.

- Minha pele te deu um orgasmo, meus dedos outro. Experimenta minha boca agora.

Ouvia-a gemer em desespero quando baixou-se, mesmo nas costas dela e empinou-a dando espaço para o que queria.

Meteu-lhe a língua entre as dobras, achando delicioso os tremores que vinham dela e a força que ela fazia para conter os gemidos. Lua rebolava sem querer sobre sua língua e contorcia o rosto em agonia.

Precisou segura-la firmemente no lugar que estava, o fato de ela estar de pé e ficar debatendo-se impedia que ele realizasse aquilo que queria. Começou a sua pequena tortura saboreando-a lentamente. A língua passeava por cima dos grades lábios sem aprofundar o contato, apenas sondando em movimentos lentos e ritmados.

Ela se contorcia sentindo que as pernas perdiam a força e que em breve não conseguiria ficar ereta.

Cap - 30

Ele continuou apenas brincando, ameaçando, mas não ia além.

Lua começou a ficar irritada. Apesar de ter acabado de sentir os efeitos de dois orgasmos fabulosos, seu corpo ainda não estava satisfeito, por que Arthur lhe fizera o favor de despertar a primitividade dos seus desejos.

Então, subitamente, Arthur parou. Parou e ficou olhando-a debaixo para cima, esperando uma reação, esperando um pedido.


Lua sentiu o corpo tremer em decepção pela perda do contato e protestou.

- Arthur...

O corpo ardia em chamas e ela acreditava estar entrando em combustão espontânea.

- O que? – ele perguntou cinicamente, com um sorriso lascivo nos lábios.

Ela trincou os dentes para evitar um palavrão. E também para tentar controlar a sensação deliciosa que crescia dentro de si ao sentir os dedos dele passearem preguiçosamente na parte interna de suas coxas.

- O que quer Lua? – Ele perguntou de novo – Quer que eu continue?

O brilho nos olhos dela respondeu a pergunta.

Ele sorriu.

- Vai ter que pedir Lua. – A voz de Arthur estava tão rouca que estava quase irreconhecível.

Ela estreitou os olhos, a raiva inflamando. Misturando-se com o desejo. Resultando numa combinação que se tornava mais perigosa que nitroglicerina.

- Arthur... – Ela tentou mais uma vez.


Ele deu um beijo casto, um selinho em seu sexo e aquele gesto simples a fez delirar.

- Peça.

- Não. – Ela enfatizou, mostrando a ele que queria lutar. Mas ele era o algoz e ela a prisioneira. Arthur queria e iria dobrá-la.

Por isso, ele lambeu lenta e firmemente seus grades lábios sem aprofundar o contato, apenas uma caricia para reacender o fogo.

Por isso, ele lambeu lenta e firmemente seus grades lábios sem aprofundar o contato, apenas uma caricia para reacender o fogo.

- Seu...Desgraçado...filho...da... – Ela se deteve no ultimo instante mordendo fortemente os lábios, evitando prolongar o vocabulário de baixo calão.

Ele sorriu. Seu plano ia dando muito certo. Estava abalando todas as estruturas defensivas da impecável Lua Blanco. Ele sabia que em sã consciência ela não pediria nada, mas enlouquecida, a historia era outra.

- Sou o filho da puta que você quer. Sou o filho da puta que você deseja. Peça Lua.

- Eu...Não vooooouuuuu.

A ultima palavra se perdeu num longo e feroz gemido. Pois assim que ela deu a negativa Arthur mostrou que não ia lhe dar alternativa.

Agarrou seu quadris e empinou-a mais uma vez dando-lhe um chupão preciso em seu broto excitado e exposto.

Ela sentiu os tremores do corpo se estenderem e o baixo ventre contraiu-se com violência por repetidas vezes. Estava à beira de um novo orgasmo, mas ele parou antes que ela pudesse atingir o cume.

- Arthur... – A voz saiu baixa e sussurrada.

- Peça – Ele disse com a voz ameaçadora.


- Peça – Ele disse com a voz ameaçadora.

- Por favor... – Ela tentou ser evasiva outra vez.

- Por favor o que? – Ele mostrou que não aceitava menos que tudo.

Lua sabia que estaria indo direto ao fundo do poço, que estaria entregando a vitoria e o que sobrou da sua alma nas mãos daquele homem, mas o desejo venceu a razão.

- Por favor Arthur, eu quero... Eu preciso...

- O que você precisa Lua...Me diga, o que precisa?

- Quero... – Ela choramingou baixo – Eu...

Ele sorriu. Aquilo era o suficiente, até por que ele mesmo não estava mais suportando a espera.

- Quer? Precisa? De mim?

- S-sim... - A voz saiu entrecortada, suplicante.

- Quer gozar Lua? Quer que eu faça você gozar?

Ela tremeu.

- Q-quero...A-agora...Agora Arthur...

Arthur sorriu. Ela estava em suas mãos, como ele queria.

Arthur se abaixou e fez o que ela pediu.

Primeiro preparou o terreno com lambidas longas e fortes. Lua fechou os olhos e gemeu. Já tinha se jogado do precipício então agora era hora de aproveitar o vôo antes da queda.

Afastou mais as pernas para que ele tivesse mais acesso e prendeu as mãos no cinto que amarrava-as. Os pulsos estavam levemente avermelhados por causa do couro, mas ela não se importava.

Arthur segurou suas nádegas e empinou-a mais para trás, deixando-a aberta e exposta para ele. Chupou-lhe com vontade. Sugou o prazer que escorria dela, Prazer que ele estava lhe dando e depois a penetrou com a língua em movimentos firmes, às vezes guiando a língua para cima, sobre o monte teso que aparecia em seu vértice íntimo.


Ela se eriçava e se contorcia sob sua língua, falava palavras desordenadas e murmurava palavrões que não se permitiria dizer se o juizo estivesse no lugar. Ele se deliciou com sua loucura e esfregou o clitóris com mais força.
Arthur abriu os olhos e a visão que tinha era, no mínimo, enlouquecedora.

Lua estava com as nádegas empinadas para ele dando-lhe uma visão mais que privilegiada de toda a sua intimidade. Ele não resistiu. Moveu as mãos, e usou dois dedos para sondá-la até tocar o ponto mais sensível, o anel avermelhado e apertado no meio das nádegas.


Ela teve um sobressalto com o toque novo, mas estava presa, sem qualquer possibilidade de reação e se fosse bem sincera, nem ia querer reagir. O toque era deliciosamente invasivo. Sedutoramente obsceno e encantadoramente bem vindo.

Lua rebolou involuntariamente, querendo mais daquele prazer novo que sentia. Sentiu-o afundar um pouco o dedo polegar na região sensível e gemeu com força. Isso foi o sinal que ele queria para continuar.

As reações dela quase fizeram-no abandonar-se ao próprio orgasmo, mas Arthur se forçou a controlar seus desejos e continuou devorando-a com a língua em sua feminilidade enquanto o dedo brincava, penetrando levemente em seu anel sensível.

Ela debateu-se com mais força, ofegando, tentando a todo custo evitar que um grito saísse de sua garganta. Ele já estava enlouquecido. Queria possuí-la, mas não o faria antes de levá-la ao clímax mais uma vez, por isso aumentou o ritmo da própria língua e fechou os lábios em seu sexo chupando seu clitóris com força até que seus gritos angustiados lhe mostraram que ela havia encontrado seu céu particular.
Lua sentiu-se amolecer.


Seu corpo inteiro pareceu esvaziar. Formigava em todos os lugares. Sentiu Arthur levantar e agarrar sua cintura. Agradeceu em pensamento pelo apoio do corpo másculo, pois sozinha ela não conseguiria se segurar.

Fechou os olhos, desfrutando do calor do corpo do homem que amava com tanta loucura. De olhos fechados, sentiu-o desamarrar suas mãos e movê-la de lugar.

Depois sentiu que as amarras voltaram para seus pulsos, porém mais macias que o couro do cinto. Abriu os olhos para descobrir que ele havia levado-a para o outro lado do banheiro e amarrado suas mãos numa outra haste de ferro, mais próxima da parede. Havia também substituído o cinto pela gravata. O nó também havia afrouxado.
Não que o anterior a tivesse machucado, mas Arthur preferira lhe dar mais conforto, apesar de mantê-la ainda como prisioneira.

No inicio a prendera para fazê-la ficar quieta. Agora não era mais necessário, ela estava mole e entregue, porém ele quis manter o fetiche. Era excitante demais tê-la sob seu poder.

Ele a encostou na parede e abriu suas pernas trazendo-as para envolver seus quadris. A ereção potente brincou com a região mais intima do corpo dela, fazendo-a gemer com uma nova de desejo que lhe corroia.

Depois de três orgasmos explosivos, será que ela agüentava mais um?

Ele a beijou, fazendo o corpo roçar no dela e o gosto do prazer que sentira minutos atrás banhou sua boca. Ela o prensou com as pernas, esfregando-se mais, deixando o desejo devorá-la.

Ele beijou seu pescoço e desceu para os seios.

Ela gemeu mais alto.


Ela gemeu mais alto.

- Oh...Céus...

Ele voltou para a boca e após outro beijo longo posicionou-se, as pernas afastadas, para tomá-la, mas antes ele segurou seu queixo e sussurrou:

- Abra os olhos Lua - Ordenou com a voz quase falha de tanto tesão.

Ela obedeceu na hora e os olhos lindos que ele tanto amava chocaram-se com os olhos cor de chocolate dele.

- Quero que me veja entrar em você. Quero que saiba quem está com você agora. Olhe para mim. - Ele sussurrou outra vez. Ela manteve o olhar preso no dele, como se estivesse hipnotizada.

- Quem está com você Lua, quem é seu amante?

Ela lambeu os lábios secos.

- V-Você... – respondeu fraca.

- Quem sou eu Lua?

- Arthur... – ela disse com a voz arrastada.

Ele sorriu.

- Prometa...


- O que? – ela perguntou confusa.

- Nunca mais vai deixar o Pedro tocar em você. Prometa isso.

Ela balançou a cabeça como se quisesse organizar os pensamentos.

- Que Pedro?

Ele quase gargalhou. Ela era perfeita. Ele a beijou mais uma vez. A ponta de sua ereção na entrada do sexo molhado fizeram-na arfar em expectativa.

- Quem é o único que pode lhe tocar Lua. Quem é o único que pode lhe amar?

Ela agarrou os ombros dele, fincando as unhas na carne, respirando com dificuldade contra o seu rosto.

- Você... Você Arthur...Só você...Meu Arthur...Meu professor...

As palavras dela com aquele tom de súplica o levaram até o limite e ele achou que chegara a hora do fim daquela tortura. Invadiu-a com lentidão. Lua gemeu alto e longo quando o sentiu dentro, fundo, tão fundo que poderia transpassá-la.

Ela amaldiçoou-se por estar tão vulnerável, mas ele não parecia incomodado com sua raiva. Começou os movimentos rápidos e fortes, quase enlouquecido. Estava sendo egoísta, pensou mal compreendendo que Lua estava no mesmo nível de tensão que ele.

Ela estava numa posição desfavorável, mas que era incrivelmente excitante. Agarrou Arthur com as pernas e fincou os dentes em seu ombro quando um clímax a cortou apenas um minuto depois que ele a penetrou. Seu ventre esticou-se e depois explodiu. Seu sexo palpitou com violência, apertando-o tanto que Arthur teve que fazer um esforço heróico para não gozar junto com ela.

- Mais um... – Ele sussurrou no ouvido dela.

- Não posso... – Ela gemeu – Não consigo...

- Sim, você pode. – Ele rebateu sedutoramente ao seu pé do ouvido – Esta é sua ultima lição Lua... – Ele disse baixinho – Não há mais nada que você precise aprender a não ser que... – Ele falava enquanto se movimentava lentamente, até para seu próprio controle. – Você pode ter prazer, quantas vezes quiser...Basta que queira...

- Arthur...
Ele continuou os movimentos lentos e deslizou uma das mãos entre os corpos, para que seu dedo auxiliasse na tarefa de conduzi-la para o ultimo clímax.

Ela sentiu o toque e estremeceu. Aquele homem a transformara numa ninfomaníaca devassa e sem vergonha, mas no momento, não queria saber disso.

Agarrou a gravata que prendia seus pulsos, recostou-se na parede e apertou-o com as pernas. Depois começou a movimentar-se junto com ele, estabelecendo um ritmo frenético e alucinante. O dedo dele raspava o monte sensível e úmido e ela sentiu de novo as mesmas sensações enlouquecedoras segundos antes de explodir ainda mais violentamente, naquele que foi o melhor e mais intenso orgasmo que já se lembrava de ter sentido.

Momentos depois, sentiu-o jorrar todo o prazer contido dentro de dela e isso fez com que seu clímax se prolongasse junto ao dele.

Gemeram juntos, alto e longamente enquanto os corpos tremiam em espasmos rítmicos.

Ele jogou a cabeça para trás enquanto a apertava e ela enterrou a cabeça em seu ombro, enquanto o sentia arremeter ainda com força como se quisesse esvaziar até a alma dentro dela.

Foram necessários vários minutos, até que ambos conseguissem restabelecer o ritmo da respiração.

Ela estava de olhos fechados novamente quando sentiu Arthur soltá-la e carregá-la nos braços até a bancada da pia, onde gentilmente ele a limpou com um cuidado que a fez lutar contra as lagrimas. Depois lhe vestiu o vestido de festa. A Lingerie estava destruída. Calçou-lhe os sapatos.

Sentiu Arthur acariciar beijar docemente seu pulso vermelho antes que ele lhe largasse para vestir as próprias roupas. Quando ela teve coragem para abrir os olhos, ele já estava vestido e arrumava o cabelo.

Agora que a explosão de paixão havia desanuviado, ela estava envergonhada e enraivecida. Sentiu necessidade de atacá-lo.


- Isso...Foi...

Ele a encarou enquanto ela procurava a palavra certa.

- Foi...

- Sujo? Terrível? Desonroso? – Ele falou por ela – Você não queria? Foi forçada?

Ela o encarou com o rosto em chamas pela raiva.

Apesar de tê-la possuído com tanto ímpeto, Arthur ainda estava ferido e enraivecido pelo ciúme.

- Não quero saber o que pensa Lua, eu não me arrependo de nada do que fiz. Faria de novo.

- Você me prendeu.

Ele sorriu.

- Sim, prendi. Você mereceu.

- Você é...

- Um troglodita? – Ele disse com o sorriso cínico – Mesmo?

Ele chegou bem próximo dela. Ela ainda estava sentada na bancada o que fez com que ele ficasse entre suas pernas e lhe desse um beijo de tirar seu fôlego.

- Não faça isso... – Ela choramingou.

- Por que não? Você gosta.

- Você não pode simplesmente me fazer de idiota e achar que eu vou cair nos seus braços...

- Quantas vezes eu vou ter que repetir que eu não fiz nada? - Ele falou um pouco mais alto e a raiva acabou voltando ao estado máximo. Se havia algo que ele não admitia, era ser culpado de algo que não fez.

E, ela sabia do que ele estava falando. E aquilo lhe enfureceu mais do que tudo o que ele fizera até então.

- E o que significou aquele telefonema?

- Lua eu já disse que...

- Você a chamou de Olhos lindos, Arthur...

Ele a olhou e viu lágrimas nos olhos. Viu dor naquelas lágrimas e algo se rompeu dentro dele. De repente o banheiro ficou apertado e o ar rarefeito. Ele sentiu dificuldade para respirar e seu peito doeu.

Não queria que ela sofresse por algo que não existiu.

- Eu não...

- Afaste-se de mim... – Ela disse de repente. A raiva substituindo a dor, empurrando fracamente com as mãos espalmadas, tentando descer da pia – E para seu governo, eu danço com quem quiser, saio com que quiser e transo com quem quiser.

Ele sentiu aquelas palavras reverberarem em seu íntimo, não deixou que ela o empurrasse.


- É mesmo? Vamos ver Lua.

Ele levou seus lábios aos dela mais uma vez, agarrando-se a ela como se dependesse desse beijo para sobreviver. E, embora Lua correspondesse ao beijo com igual desespero suas mãos ainda o empurrava, seu corpo ainda tentava descer da pia, tentava ficar o mais longe possível dele.

Lua tinha medo de perder a cabeça outra vez, de perder o rumo, de se entregar a ele, porque sabia que isso aconteceria se continuassem. Mas, Arthur não interpretou dessa maneira, a resistência dela, que antes estava excitando-o, agora o machucava.

- Volte para os braços do Pedro - Ele vociferou, se distanciando dela - Se for capaz de fazer isso.

Arthur saiu do banheiro batendo a porta com força, sem lhe dar tempo para réplicas, deixando-a sozinha, confusa e contrariada.

Lua deixou as lágrima caírem e de repente sentiu um enjôo horrível, precisou vomitar.

Era raiva. – Ela disse a si mesma – Maldito Arthur.

Ele pisava forte e bufava alto.

Cego de raiva, de frustração, de ciúme, de loucura.

Como ela era capaz de dizer algo assim, depois de ter-lhe prometido exatamente o contrário, depois de ter chegado ao clímax quatro vezes em seus braços! Tudo bem, ele não fora exatamente um cavalheiro com ela, mas ela pedira, não pedira? Ele lhe deu opções, tudo o que ele fizera fora provar a ela mesma que eles eram perfeitos um para o outro, que se desejavam que se encaixavam.

Trombou de ombros com um dos garçons da festa, sequer percebera quando o franzino trabalhador, ao esbarrar no corpo forte do moreno, vacilou no equilíbrio da bandeja e derrubara as taças de champagne que levava consigo.

Cap - 31

Ele não via nada ao seu redor, tudo o que conseguia ver era o rosto de Lua, lhe encarando com fúria nos olhos.
Alcançou os jardins do evento com grande alívio, recebendo de bom grado a lufada de ar fresco que corria do lado de fora, inspirou fundo e caminhou de volta para seu carro, a cada passo que dava, o aperto em seu coração aumentava, a vontade de voltar e obrigar Lua a vir com ele ameaçava enlouquecê-lo.

Deu a volta no automóvel, apoiou-se em sua lateral, buscando ar e juízo, quando seu aparelho celular vibrou em seu bolso.

- Alô - Atendeu com a voz arrastada.

- Arthur! Tenho novidades!

Lua lavou o rosto demoradamente depois que Arthur se foi. Deixou a água gelada da torneira escorrer por seu rosto e pescoço, tentando esfriar os ânimos. Aquele homem a enlouquecia por completo e não era apenas sexualmente, ele literalmente a deixava louca!

Passou a mão pelos cabelos, tentando arrumá-los, mas era impossível que eles ficassem como estavam antes da intervenção de Arthur. Mirou-se no espelho e aprumou-se no vestido, sairia dali direto para casa, certamente o olhar interrogativo das pessoas a desconcertaria demais e seu futuro emprego poderia estar arruinado. Além disso, não conseguiria olhar ninguém nos olhos com a lingerie completamente destruída.

Inspirou e espirou algumas vezes antes de sair do banheiro, a cólica estava lhe torturando, só a esqueceu realmente quando estava nos braços dele...Mas, era melhor não pensar mais nisso. Não, precisava tirá-lo da cabeça, do coração, precisava de um banho.

Cambaleou até as portas duplas do salão de festas, cumprimentou algumas pessoas de longe, com acenos vagos, não se importava mais com as regras de etiqueta, dane-se não ter se despedido de ninguém. Quem se importa?

Caminhou pelo caminho que levava à saída, um pequeno caminho de pedra ladeado por cercas vivas, ali, próximo à entrada para o evento, ouviu um par de vozes, ambas familiares.

- Por Deus, mulher! Controle-se!

Lua parou de imediato, reconheceu aquela voz com facilidade, quase se casara com aquela voz, por um momento achou que ele estava falando com ela.

- Mas, estão me vigiando Pedro! Você tem que me ajudar!

E a segunda voz fez o estômago de Lua dar uma volta completa, ela teve vontade vomitar outra vez. Tinha a impressão de conhecer aquele tom de voz enjoativo, mas não conseguia se lembrar exatamente da onde.

- Eu não tenho nada a ver com isso!

- Como assim, não tem nada a ver com isso!? - A voz da mulher tilintou de indignação, Lua andou o mais demoradamente que conseguiu, podia ver as cabeças do outro lado da cerca viva, apenas a ponta das cabeças, eles conversavam bem próximos um do outro, aos cochichos.

Não queriam ser vistos juntos, muito menos ouvidos, isso era muito claro. Mas, porque? Ela aprumou os ouvidos, antes estava intrigada, agora era pura curiosidade e uma pequena pontada de intuição que dizia que ela deveria ouvir o que estava sendo dito ali.

- Isso tudo foi idéia sua, seu hipócrita! Você me passou o telefone dele, você me avisou quando eu teria que ligar, você até disse o que eu tinha que dizer! Eu nunca nem ouvi falar de Arthur Aguiar... - O peito de Lua comprimiu e seu estômago afundou vertiginosamente, ela se apoiou na cerca viva, segurando-se para não cair - ...Até você chegar com essa proposta idiota e agora que a polícia está atrás de mim você vem dizendo que não tem nada a ver com isso! Eu exijo o mínimo de proteção, não ficarei sozinha! Não irei presa!

- E do que eles vão te acusar? Trote?! - Pedro rebatia, nervoso.

- Você nem mesmo parece um advogado! Talvez eu deva procurar alguém mais profissional! - A outra debochou.

A outra. Rayana. Devia ser ela. Tinha que ser ela.

- Vocês o quê?

- Encontramos! Nós a encontramos! A autora da ligação misteriosa! Eu sei onde você pode encontrá-la! - A voz de Lucas vinha animada pelo alto-falante do telefone e combinava com as batidas de coração de Arthur, que pulava com uma esperança empolgante.

- E o que está esperando, dê-me o endereço! - Arthur mandou, ansioso.

- Ouça - Lucas parou um instante para respirar - Nós a seguimos até certo ponto hoje, eu sei para onde ela foi, mas não posso tocar nela, não tenho uma acusação formal... Então, você terá que se virar...

- Certo. Certo - O outro rebateu com impaciência. Ele resolveria isso hoje, mesmo que tivesse que arrastar a tal mulher pelos cabelos até Lua e a obrigasse a contar a verdade para ela.

- Há um evento acontecendo, de um grupo de advocacia...

Arthur arregalou os olhos, sem ar, o coração deu uma guinada na batida, ele olhou rapidamente para a fachada do prédio, onde um banner balançava tristemente com a brisa noturna.

- O Grupo Maldonado?

- Sim, este mesmo!

- Você está de brincadeira...

- O quê?

- Eu estou saindo dele agora mesmo... - Ele mal podia acreditar.

- Então volte agora mesmo, meu irmão! A mulher refugiou-se nessa festa, eu garanto!

- Deus! Obrigado, Lucas, realmente obrigado - Arthur não conseguia conter o sorriso de satisfação.


- É para isto que serve a família, não é? - A risada do irmão soou fraca e metálica no telefone - Vá resolver sua vida, irmão. Eu tenho que ir, uma ocorrência grave, acabei de receber a informação...

- Certo! Obrigado - Ele repetiu, extasiado - Não o atrapalharei mais! Eu te mando notícias!

- Promete? - Mas a pergunta saiu irônica e Arthur nunca a respondeu, encerrou a ligação, guardou o aparelho no bolso e correu de volta para a festa.

Arthur voltou à entrada da festa, correndo e derrapou nas pedrinhas quando encontrou Lua bem no meio do caminho, pálida, com os lábios esbranquiçados, apoiada à sebe alta. Ela o viu e eles trocaram um olhar prolongado, ela parecia fraca, parecia pedir colo, ele se adiantou, estranhando encontrá-la assim, tão vulnerável, Lua parecia prestes a chorar, ela estendeu os braços para frente, na direção dele, tentou dar três passos, mas suas pernas fraquejaram, Arthur arregalou os olhos, abismado quando os olhos cor lindos de Lua reviraram e ela despencou em direção ao chão.

- Lua! - Num movimento rápido, ele a amparou nos braços antes que ela caísse de fato, estatelada na pedra - Lua ? Lu? Olhos lindos?

Mas, ela não respondeu, apenas continuou mole em seu abraço, com a cabeça pendendo pra trás e os braços balançando.

- Deus do Céu!

- O que está acontecendo?

Ele olhou para cima, Pedro estava parado bem perto de onde estavam, na companhia de uma mulher que Arthur nunca vira na vida, ela se afastou aos poucos, escondendo-se nas sombras, era realmente bem bonita, mas não lhe chamou muita atenção, tudo o que lhe importava agora era tirar Lua dali, levá-la ao médico mais próximo. Reuniu suas forças, não para trazê-la no colo, mas sim para afastar-se de Pedro sem desfigurar-lhe a cara.

- Estou falando com você, seu engomadinho! - Ouviu Pedro dizer às suas costas, seu corpo inteiro se retesou - O que aconteceu com Lua.

- Saia daqui, Pedro! - Arthur a deitou no chão cuidadosamente, rosnando baixo.

- Eu já levei essa mulher pra cama, sabia? - Pedro, munido de uma coragem irracional, bradou, se aproximando - Eu tenho direito de sa...

O resto da frase foi abafada pelo punho fechado de Arthu que tampou a boca escancarada de Pedro bem em cheio, o homem recuou e não foi capaz de segurar o próprio peso do corpo, desequilibrou e caiu sentado de costas na pedra, segurando a mandíbula deslocada e o nariz ensangüentado.

Arthur se ergueu, bufando pelo nariz, furioso, com Lua novamente em seus braços.

- Nunca mais toque na minha mulher, Pedrita! Nunca mais chegue perto dela, nem sequer fale com ela! Para o seu próprio bem, é melhor que você nem pense nela, porque se eu tiver conhecimento de que algum pensamento seu em relação a ela não for de meu agrado, um soco na cara vai ser a menor das suas preocupações - Com um impulso, puxou o corpo de Lua mais para cima em seu colo e deu às costas para Pedro e rumou para seu carro outra vez, rezando intimamente que Lua estivesse bem e ainda pudesse ser socorrida.

Ele estava andando de um lado para o outro no corredor da sala de espera, o que pareciam ser horas. Não conseguia simplesmente ficar sentado como um cachorrinho amestrado esperando para receber notícias.

Lua chegara pálida, a respiração anormal e sangrava.

Logo que viu a mancha de sangue no vestido ele ficou desesperado, achou que seu ataque de loucura no banheiro poderia ter resultado em algo grave para ela, mas logo que chegou ao hospital, fora tranqüilizado por sua amiga enfermeira, que lhe garantiu que aquilo não passava de mais um ciclo menstrual.

Sophia, a enfermeira, fora colega de escola de Arthur e tentou tranqüilizá-lo, mas só aquilo não fora suficiente para garantir sua paz de espírito enquanto aguardava.

Quando a médica finalmente apareceu, Arthur já estava uma pilha de nervos, quase fazendo um belo buraco no meio do corredor e deixando as outras pessoas na sala tão nervosas quanto ele.

- Senhor Arthur Aguiar?

Ela chamou com a face carrancuda de que não tinha muita paciência para acompanhantes nervosos.

- Sim, sou eu. onde ela está? como ela está? o que aconteceu com ela?

Arthur estava tão nervoso que tropeçou nas palavras quase intercalando-as.

A doutora Márcia arqueou uma sobrancelha. Estava mais do que acostumada aquelas cenas.

- Em primeiro lugar senhor, tente se acalmar. Assim poderemos conversar.

Arthur respirou fundo, tentando conter em vão a vontade que tinha de sacolejar aquela mulher até que ela lhe dissesse sem rodeios o que Lua tinha. Por isso fechou os punhos uma tentativa desesperada por controle.

- Desculpe.

Ele disse quase num sussurro.

- A senhorita Blanco está ótima. O desmaio nada mais é que conseqüência do estresse ao qual ela vem sendo submetida.

Ele suspirou.

- Sim, compreendo. Ela realmente passou por muito estresse no ultimo mês e ainda mais hoje.

- Sim, portanto, não há com o que se preocupar. A recuperação incluirá apenas repouso, tranqüilidade e boa alimentação. Evite aborrecimentos a ela o Maximo que puder, pelo menos pelos próximos dois meses. Em breve ela estará nova em folha e pronta para outra.

Ele sorriu tristemente. Havia deixado Rayana Carvalho escapar, pois não tivera tempo de encontrá-la na festa. Será que Lua deixaria que ele cuidasse dela? especialmente depois daquela cena no banheiro?

- Farei o que puder doutora.

- Perfeito senhor Aguiar. Sua namorada receberá alta em meia hora.

Acenando com a cabeça, a doutora se despediu e fez menção de sair, mas antes que ela fosse, Arthur lembrou-se de algo.

- Doutora espere.

Ele aproximou-se da mulher, meio receoso em não parecer tão paranóico, mas algo dentro de si lhe pedia que falasse diretamente com a médica, apesar de Sophia ter-lhe tranqüilizado em relação a Lua. Mas ele só ficaria em paz se ouvisse da doutora Márcia que ela estava bem.

Márcia olhou-o com cara de poucos amigos.

- Sim senhor Aguiar?

- doutora, eu sei que a enfermeira Sophia já me falou que está tudo certo, mas...Estou preocupado com o sangramento que vi...

Doutora Márcia estreitou os olhos.

- É o ciclo menstrual dela senhor Aguiar. Por que está tão preocupado? Há algo que eu deva saber? A senhorita Blanco sofreu algum tipo de... - ela pareceu buscar palavras - abuso?

Arthur sentiu as palavras amargarem na boca ao lembrar de como ele a obrigou a fazer amor no banheiro...

- Na verdade....

Ele parou. O que diria? Que a havia estuprado? Mas não era verdade, afinal apesar de ter sido grosseiro e rude, e até, mesmo egoísta, ela adorou cada segundo e ele ainda podia ouvir a voz rouca e excitada dela ecoando em seus ouvidos.

"Arthur...Por favor...."

Resolveu mascarar os acontecimentos.

- Na Verdade nós...Nós...tivemos...

- Sexo? - a mulher completou impaciente. Ele corou. Raramente corava.

- Sim, mas...Nós...excedemos...alguns limites...foi meio...

Ele gaguejava e aquilo definitivamente irritava Márcia.

- Selvagem? - a Mulher completou mais uma vez.

Impossibilitado de falar, ele apenas assentiu.

- Houve algum tipo de violencia? São adeptos do Sadomasoquismo?

Arthur arregalou os olhos perplexo com a naturalidade com a qual ela fez a pergunta.

- Não! Claro que não. Nós apenas...Apenas foi mais intenso...e mais demorado que o normal, só isso.

Mulher arqueou a sobrancelha e depois esboçou um sorriso que não expressava nada.

- Certo, certo, compreendo. Não há com o que se preocupar senhor Arthur, sexo é natural e saudável. Eu sei que as maioria dos pais de primeira viagem ficam assim, paranóicos com o fato de acharem que a criança sente algo durante o ato sexual, mas isso é mito, então não se preocupe. O sangramento é devido a menstruação dela, nenhuma... brincadeira mais empolgada faria aquilo. Sua mulher e seu filho estão ótimos.

Foi um choque.

Uma descarga de mil volts que o deixou palido, paralisado, sem respiração.

- C-Como é?

Foi tudo o que ele conseguiu balbuciar, a voz era quase uma respiração. O coração dele bata tão forte, tão forte que ele achava que iria sair.

- F-Filho?

- Você não sabia?

A mulher perguntou surpresa e preocupada com a palidez de Arthur.

Mas ele ainda estava digerindo as primeiras informações.

- F-filho? Você disse filho? Lua...eu vou ter um filho?

Ele encarava a mulher como se visse um et.

- Ah! Sim, compreendo. Você não sabia. Então sua namorada também não deve saber. - ela falou como se falasse consigo própria. - Ela ainda está dormindo.

Arthur parecia fora de órbita. Lua esperava um filho. E claro que era dele, obvio que era não havia qualquer duvida sobre isso. Ela esperava um filho dele.

- Ela esta mesmo esperando um filho?

Márcia rolou os olhos.

- Sim senhor Aguiar, ela está grávida de seis semanas.

Um filho. Um filho para coroar todo aquele sentimento lindo que descobrira ter por ela.

- Mas...ela...o sangramento...

- Sim, sim. Algumas mulheres menstruam normalmente nos primeiros meses de gravidez e por isso, muitas vezes demoram a descobrir a condição de gestantes. Isto deve ter ocorrido com vocês.

Arthur ainda estava paralisado. Emocionado e horrorizado.

Lua estava grávida e horas antes ele havia feito amor com ela com uma brutalidade sem tamanho. E se tivesse feito mal ao seu filho? A constatação caiu como uma pedra em seu estomago.

- Tem certeza que eles estão bem? Certeza absoluta? Os dois.

A mulher rolou os olhos mais uma vez.

- Sim senhor Aguiar, estão perfeitos. Precisam apenas de paz e tranquilidade.

- Certo. - ele disse ainda aéreo.

- Quer dar a noticia a ela? - perguntou a mulher.

- Quem? eu?

Márcia bufou. Anos de universidade para chegar ali e agora ela era obrigada a alfabetizar um pai de primeira viagem.

- Não senhor, o coelhinho da páscoa. Colabore senhor Aguiar, eu sei que deve ter sido um choque, mais eu tenho mais 6 pais histéricos para atender hoje.

- Mas o que eu digo pra ela?

A mulher irritou-se.

- Que tal algo como, oi amor, você está grávida?

Ela disse sarcástica.

- Pense em algo, ou se preferir eu mesma digo.

Só de imaginar aquela mulher sisuda entrando no quarto e dizendo "Oi, você está grávida, tchau ... Não, não era assim que ela merecia saber.

- Eu conto...eu conto... - ele disse nervoso.

- Ótimo. Passe bem senhor Aguiar.

E sem lhe dar chance de perguntar mais nada, ela saiu.

Ela o encarou... Era como se as palavras tivessem sumido no ar. Os olhos diziam tudo... as lágrimas que brotaram nos olhos dela sem cair, diziam o quanto ela precisava dele naquele momento.

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