quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012


Uma História Surreal - Capítulo 9 ao 11

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Capitulo 9 ao 11



Continuação da Ligação:
- É o que você ouviu!
- Cara, eu vou desligar e fingir que essa conversa nunca aconteceu , OK? - E sem dar chance que Arthur falasse qualquer coisa, Pedro desliga.
Ligação OFF.
Arthur vai ao encontro de Lua, que esta sentada - óbvio, ela tava amarrada em uma cadeira - e olhava freneticamente para o teto e não parava de bater o pés no chão;
- O que houve? - Arthur pergunta a Lua, que vira o rosto e o vê, menos triste.
- Pre-ci-so-ir-no-ba-nhe-i-ro! - Ela fala silaba por silaba. Arthur a desamarra, ele percebe que é verdade, e lhe leva até a porta do banheiro, ela entra e ele fica na porta. Dentro do banheiro Lua vê uma janela com um pedaço de madeira pregado nela, e de la não vinha luz nenhuma, ela tenta tirar mais não consegue, então, sai do banheiro. Arthur a leva para a cadeira onde estava e então a amarra novamente, e ela diz:
- Eu estou com fome! - Fala calma e fria.
- OK! - Ele é direto e lhe entrega um sanduíche, Lua come e então, o silêncio toma conta do ambiente. Arthur começa a se perguntar porque trata Lua tão diferente dos seus outros casos, mesmo sendo de fachada, ele deveria ser duro com ela, mas não conseguia, com ela não, ela era como se fosse de cristal, não poderia nem trincar, ele queria trata-la bem, queria deixa-la a vontade, se bem que, amarrada em uma cadeira ninguém fica a vontade, ele se perde em seus pensamentos, enquanto Lua o observa devagar, observa sua expressão séria e triste ao mesmo tempo, olha em seus olhos e vê um olhar calmo, relaxado e ao mesmo tempo tenso e preocupado, ele era confuso, ela pensava e tinha razão, ele não era fácil nem tão pouco, fácil de entender. Lua também pensava calada até que Arthur fala:
- Resolveu que não morreria de fome?
- Exato!
- Porque?
Capitulo 10



- Porque se vou morrer, deve haver um jeito menos doloroso do que a fome, certo? - Lua fala e Arthur apenas concorda.
Arthur para e pensa em como faria para contar-lhe que todo esse sequestro era apenas uma armação do ex-namorado de Lua. Ele estava decidido a desistir de tudo isso, mesmo que fosse preso. Ele não se importava mais com nada, nem com o que iria acontecer contigo, queria apenas liberta-la. Livra-la dele, e de tudo. Queria vê-la e deixa-la feliz e ele não sabia porque, não sabia porque não a libertava logo, não sabia porque queria vê-la feliz, não sabia de nada naquele momento.
Lua estava olhando para Arthur, que olhava para o nada e parecia pensativo, ela imaginara milhões de coisas que poderiam estar passando na cabeça dele naquele momento, mas não pensara nem por um minuto que ele quisesse liberta-la. Também não pensara que ele se preocupara com ela, apesar de ele sempre lhe oferecer comida, talvez fosse porque ele queria dinheiro e só a mataria depois, ela pensava.
Arthur se levanta, e tira o telefone do bolso, vê que já eram 23:00hs, Lua já estava a dois dias sem comer nada.
Arthur pega mais um sanduíche entrega a Lua que recusa dizendo já estar satisfeita, Arthur balança a cabeça negativamente e lhe diz:
- Uma pessoa que passa dois dias sem comer e depois come apenas um mero sanduiche não esta satisfeita, está fazendo curso pra virar anjo...ou anorexica. Come, AGORA!
Lua sem pensar duas vezes come o sanduiche, realmente ela estava com fome, mas não queria mesmo comer, mas não queria comer de teimosa que era. Ela termina de comer e olha para Arthur que parece estar cansado.
- Porque está fazendo isso comigo? - Ela pergunta do nada.
- Não vou te dizer... - ele para e depois continua baixo para que Lua não ouvisse - ...Ainda. - Lua escuta e lhe diz:
- Então vai me contar?
- PARA DE PERTUBAR! - Ele fala irritado e Lua se cala, ele entra dentro de um quarto que havia onde ela estava.
Lua começa a tentar se desamarrar sem sucesso ela tenta ouvir o que Arthur falava, já que os quartos eram perto. Ele sempre ia falar no celular, e Lua estava curiosa para descobrir o que tanto ele falava.
Arthur estava no outro quarto no telefone e conversava com Pedro - Lua não sabia - sobre o sequestro de Lua;
Ligação ON.
- Não posso mais fazer isso! - Arthur diz.
- Claro que pode! - Pedro responde. - Porque não poderia?
- Não quero mais fazer isso! - Arthur diz querendo mudar o rumo da conversa.
- Porque? - Pedro pergunta.
- Isso tudo ta errado! - Arthur é sincero.
- PORRA ARTHUR, VOCÊ ENTROU NESSA E VAI FICAR NESSA ATÉ O FIM, ENTENDEU? - Pedro se exalta.
- CALA ABOCA PEDRO! VOCÊ NÃO É MEU PAI E SE EU QUISER ACABO COM ESSA PALHAÇADA AGORA MESMO, ENTENDEU? - Arthur já estava furioso.
- OLHA AQUI AGUIAR, SE VOCÊ DISSER QUALQUER COISA PRA A LUA, VOCÊ TA FERRADO, ENTENDEU? - Pedro diz;
- OLHA AQUI CASSIANO, EU DIGO A PORCARIA QUE EU QUIZER PRA A SUA EX-NAMORADA, TA ME ENTENDENDO? E FERRADO EU JÁ TÔ IDIOTA! MAS VOCÊ, VAI SE FERRAR TAMBÉM NESSA HISTORINHA TODA. - Arthur ameaça Pedro que começa a rir e diz.
- AGUIAR, SE VOCÊ ME FERRAR EU TE MATO!
- QUEM TEM LICENÇA PRA MATAR AQUI SOU EU, NÃO SE ESQUEÇA CASSIANO! - Arthur diz e desliga.
Ligação OFF.
Arthur volta para onde Lua está, e a vê quieta olhando para os pés, ela estava branca - mais branca que o normal - e estava assim tão branca porque não estava comendo direito. Arthur chega perto dela e diz:
Capitulo 11



- Lua? - Arthur diz e Lua olha para ele confusa.
- Fala! - Ela lhe diz.
- Você ta com fome? - Ele fala e ela ri, ri alto.
- Não! - ela diz e ele concorda com a cabeça.
Arthur não teve coragem de falar nada a Lua, ele queria lhe dizer a verdade, mas não conseguiu. Ele tinha medo de sua reação, e não tinha coragem para deixa-la ir. Mas ele estava decidido, iria dizer a ela, mas não agora, não hoje.
Arthur estava só, ele havia ido a o quarto onde ele ficava e disse pra si:
- Eu sou um idiota, não consegui dizer a ela, e ainda perguntei se ela estava com fome, sou mesmo um imbecil, que idiota Arthur, você não pode empanturrar a garota com comida não, ta louco! - Ele bate na propria testa em sinal de negação. Ele volta para onde Lua estava, ela o olhava curiosa, estava confusa com aquela situação toda. Nunca havia sido sequestrada antes, mas, sabia que devia sentir medo daquele homem, por mais que quisesse Lua não conseguia sentir medo nenhum naquele local, estava segura de que nada iria lhe acontecer, apesar de seu sequestrador lhe dizer o contrario e por mais bizarro que parecesse, ela confiava em Arthur.
Arthur estava arranjando um modo de contar a Lua a verdade, um modo que não a fizesse pirar, um modo que ele tivesse coragem de falar, coragem de ver a reação de Lua, coragem, era isso que ele precisava naquele momento, de muita, muita, coragem. Estava decidido, em dois dias Lua Blanco teria que saber de toda a verdade. Sem tirar nem por nadica de nada.
"Onde Arthur estava?" Lua pensava, ele havia saído do local e dessa vez não fora para o quartinho que ele normalmente ia, ele havia saído de seu campo de visão e aquilo a deixava com medo, muito medo.
Arthur ligou novamente para Pedro.
Ligação ON
- Olá Pedro! - Arthur falava calmo e com uma cara de pau.
- FALA AGUIAR! - Pedro já começou gritando.
- Se gritar não vai saber! - Arthur ria por dentro.
- Diz! - Pedro se acalmou.
- Sua EX-Namoradinha está...digamos, desconfiada e logo, logo saberá a verdade! - Arthur falava rindo, ele havia dito bem claro a palavra "EX".
- O QUE QUER DIZER COM ISSO AGUIAR? - Pedro voltou a gritar.
- Ei, ei...Baixa a voz. - Arthur falava sinico.
- Aguiar, vai dizer a verdade a ela? - Pedro parecia não acreditar.
- S-I-M! -Arthur soletra.
- VAI PRO INFERNO AGUIAR! - Pedro era tosco.
- Olha o linguajar, tudo que for dito aqui vai ser usado contra ti no tribunal! - Arthur fala e ri. - Sério, se ficar falando assim, a pobrezinha da Lua não vai gostar. - Arthur ria mais. - VAI TE CATAR PEDRO, SUA EX-NAMORADA VAI SABER NO TEMPO CERTO PRA VOCÊ SER PRESO, SEU FILHO DA MÃE! 
- VAI PRO INFERNO, AGUIAR! - Pedro diz, gritando.
- Tô sem vontade, lá é quente, sabe? Cê já conhece bem melhor! - Arthur diz e desliga!
Ligação OFF

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