sábado, 18 de fevereiro de 2012


Uma Historia Surreal - Cap 3 ao 5

0

- É só um gato. - Lua disse pra si mesma e continua a dirigir, o silêncio a assustava e a deixava desconfortável quando de repente seu celular toca e ao atender ela vê que é Sophia e atende.
- Oi Sophia! - ela fala meio assustada e Sophia percebe;
- Aconteceu alguma coisa Lu?
- Não Soph, é que tô passando por uma rua deserta e isso me preocupa.
- Ta bom Lu.
- Porque você ligou Sophia?
- Tava preocupada, cê tava demorando, mais você ta bem, NE?
- Tô ótima amiga!
- Então Tchau Lu!
- Tchau Soph!
Lua desliga o telefone e para em frente a uma sorveteria - em mais uma rua deserta - ela deixa seu carro longe e ao chegar na sorveteria ela pede um sorvete de morango. Ao terminar ela se dirige para o carro, chegando lá, é surpreendida por um homem que começa a conversar com ela de repente, ela o achara familiar. Conversou com ele por uns cinco minutos e então quando vai abrir o carro, ela sente algo perto de seu nariz, não consegue identificar, então sente suas pernas amolecerem e apaga.
Quando ela acorda, vê um homem a sua frente, o mesmo homem com quem conversara antes de apagar, ela vê ele falando no telefone celular, ele parece preocupado, ao terminar ele volta para perto dela e fala.
- Ta bem?
- Não, fui sequestrada sabia? Ela fala irônica e ele ri alto.
- Sabia sim Lua.
- Como sabe meu nome?
- Só se sequestra alguém por algum motivo, não é? E tem que se saber quem é, pelo menos.
- Porque está conversando comigo sem nem tentar esconder o rosto?
- Tenho meus motivos e você não precisa saber quais são.
- OK, Você sabe o meu nome, porque não me conta o seu, já que está conversando comigo como se fossemos amigos a séculos, e como se eu não tivesse te conhecido agora.
- Não nós conhecemos agora Lua.
- Me diz seu nome.
- Não!
- Então me explica essa de historia de que não nós conhecemos agora.
- Ta com fome Lua?
- Não.
- OK
Lua estava sentada em uma cadeira amarrada, com a cintura amarrada, e apesar de o local parecer aqueles esconderijos de filmes de investigação policial, mas apesar disso, ela não estava com medo, aquele cara não lhe dava medo nem nada do tipo.
- Tem certeza de que não esta com fome Lua?
- Tenho certeza.
- Tudo Bem Lua.
- Me diz só duas coisas?
- O que?
- Me diz seu nome e porque me sequestrou?
- Não, depois você vai descobrir.

Capitulo 4:

- Preciso saber, me conte! - Dizia Lua, meio preocupada.
- Não Lua, não precisa.
- Diga-me pelo menos seu nome.
- Já que insiste tanto, me chamo Arthur.
- Arthur ... Arthur... Já ouvi esse nome em algum lugar.
- Não é um nome anormal Lua.
- Você não me é estranho, sabia?
- Já nos vimos antes e você sabe Lua.
- Porque esta fazendo isso comigo?
- Não é porque eu quero, acredite.
- Simples, me solte.
- Não Lua, não mesmo, não agora. - De repente o telefone dele toca, ele sai de perto de Lua e atende o celular, ao voltar ele diz:
- Sabe Lua, você me perguntou porque eu estava conversando com você sem nada para esconder meu rosto, não é?
- Isso.
- Iria ficar com medo da resposta.
- Me diz.
- Lua, você não vai ficar viva. - Ao ouvir aquilo Lua começa a chorar desesperadamente e a implorar para ele que não fizesse isso com ela, que não a matasse e por um minuto Lua viu tristeza nos olhos dele, e disse entre lágrimas e soluços:
- Porque?
- Não tenho escolha.
- Tem sim! - Ele volta a falar em meio a lágrimas e soluços. E pela primeira vez vê Arthur se exaltar.
- NÃO TENHO, PORRA.

Capitulo 5:

Lua começou a desandar a perguntar coisa e deixou Arthur louco da vida, não aguenta mais ouvir aquele monte de perguntas então ele diz:
- Cala a Boca Lua ou vou te amordaçar.
- Calei.
Depois Arthur pega seu telefone e liga para alguém o que deixa Lua preocupada, ela já parara de chorar, pois sabia que chorar não adiantaria de nada então ela decidi perguntar coisas a Arthur mesmo ele mandando ela se calar e ameaçando amordaça-la. A ameaça realmente não lhe dava medo, ele havia dito que ela morreria, mordaça era nada perto disso.
Arthur volta para perto de Lua e diz:
- Vou ligar pro seu namoradinho!
- Que namorado?
- Pedro Cassiano.
- Não namoro com ele.
- Umm! Mas vou ligar assim mesmo.
- Que ótimo, quem vai falar com ele é você mesmo.
- E você
- PORQUE?
- Porque eu quero.
Arthur liga para Pedro do celular de Lua, e coloca no viva voz.
Ligação On.
- Pedro Cassiano? - Arthur fala.
- Ele mesmo, quem está falando? - Pedro diz
- Não viu no identificador de chamada? - Arthur fala debochado
- Essa não é a voz da Lua. - Pedro fala e Arthur ri e diz:
- Claro que não é.
- Eu sei, conheço a voz da Lua, quem é você e o que ta fazendo com o celular dela?
- E ela, você quis dizer.
- Você sequestrou a Lua?
- Pois é, vou deixar você falar com ela 5 minutos, quer?
- Lógico, seu maníaco.
- Pega Lua.
Lua pega o telefone começa a falar com Pedro enquanto Arthur conta no relógio o tempo que eles estão falando.
- Pedro?
- Lua, cê ta bem?
- Ótima, menos pelo fato de eu ter sido sequestrada, sabe? - Lua fala e Arthur ri, ele sempre ria quando ela ironizava o fato de ter sido sequestrada.
- Onde você ta, Lu?
- Não sei, Pedro. - Lua diz enquanto olha em volta.
- Descreve o cara. - Diz Pedro.
- Ele disse que se chamava Arthur... - Lua é interrompida por Arthur;
-Já chega. - Quando Lua ia terminar Arthur toma o telefone das mãos dela e fala para Pedro:
- Vamos nos encontrar amanhã, eu e você, entendeu?
- Onde? - O telefone ainda estava no viva voz, então Lua podia ouvir tudo o que eles diziam. De repente Arthur tira do viva voz e se afasta de Lua. 
Ligação Off.
Quando ele volta, Lua está chorando.
- O que houve? - ele pergunta.
- Vai mesmo me matar?

#CONTINUA

0 comentários:

Enviar um comentário