segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012


O Professor - 18 ao 19

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OBS.:Releia o capítulo 18 e em seguido os próximos,pois tive uns problemas nos capítulos e postei adiantado,assim vocês conseguiram entender a história!

Cap - 18
"Ei, a roupa é perfeita. Eu disse que não vamos a um clube e não que não vamos nadar. Vou levar você para a praia. Vou levar você para a ilha da Madeira".

" O que?" - ela disse abismada.
"Ilha de Madeira, em Portugal. sei que você conhece Lua".

Ela piscou varias vezes.

"Sim, conhecer conheço, mas...Como..."


"Simples, vou pegar você agora, levar para o jato que está nos esperando no aeroporto e em algumas horas estaremos na praia. Viu? não é tão complicado."

Ela queria rir, a perspectiva de passar um fim de semana na praia com Arthur Aguiar era deliciosa, mas não conseguiu, estava surpresa demais.


"Arthur, este tipo de viagem é pra se aproveitar inteiramente. Teremos apenas um dia e meio para..."

"Você não recebeu o fax..." - ele encarando-a divertido.

"Fax?"

"Sim, o fax da sua empresa. Não o recebeu?"

"Não... Do que se trata?"

"Bom, meu irmão Micael está tendo problemas com um dos resorts dele na ilha, estão acusando-o de plagio com o nome. Meu pai contratou sua empresa para defender a causa dele".

Lua concordou. Ela mesma avaliara o caso e era ganho. Quem iria trabalhar no caso de Micael Aguiar era Pedro Cassiano.


"Então o hotel em questão é do seu irmão? Eu mesma revisei o caso. Vai ser uma causa fácil , ele tem os documentos necessários para provar que ele está correto, eu só não liguei o nome a pessoa, na verdade eu não leio os nomes dos clientes os quais eu só reviso os casos, mas ainda assim, o que tem haver isso tudo?"

"Bom, o que tem haver é que as audiências estão marcadas para segunda feira, quarta feira e sexta feira correto?"

Lua assentiu ainda não compreendendo onde o homem queria chegar.

"Correto".

"Então, vou acompanhar Micael durante as audiências".

Lua exibiu um sorriso triste, ficaria distante dele uma semana inteira.


"Bom.. - ela disse sem muita animação. - Você precisa apoiar seu irmão não é?"

"Sim, preciso, e o bom disso tudo é que poderemos passar a semana inteira juntos naquele paraíso".

Lua contraiu os lábios.

"Por mais tentador que pareça, não posso ir com você Arthur, tenho trabalho durante a semana".

"mas você vai à trabalho. Estava no fax que você não recebeu. Sugeri que meu pai pedisse um advogado mais conceituado para acompanhar o caso, apenas para dar algumas opiniões e certificar-se se a anta do Pedro Cassiano estará fazendo tudo certo".


"Então você sabe que..."

"Que é o playboy o advogado do meu irmão? Sim eu sei. e por isso sugeri que colocassem você como supervisora. Compreendeu?"

Lua abriu a boca várias vezes.

"Você...Arthur Aguiar, você se valeu da posição do seu pai para conseguir uma semana de folga para mim numa ilha paradisíaca?"

Arthur recuou.

Haviam três coisas que fariam Arthur recuar diante de Lua Blanco.

Aquela expressão séria e carrancuda, a entoação firme de voz que mostrava o quanto ela estava irada e o fato de chamá-lo por seu nome completo.

Ela havia feito as três coisas juntas.


"Lua eu..."

Ele estava desconcertado, estava certo de que ela gostaria da idéia de passar um tempo com ele, não apenas uma ou duas noites, mas estava errado.

Ela aproximou-se dele, com os olhos ardendo, um brilho sexy, porém perigoso.

"Responda-me Arthur. Você fez isso?"

Ele encheu os pulmões de ar.

"Sim, eu fiz - declarou com segurança - Achei que estaria cansada, me informei com sua secretária e sei que não tira férias há dois anos".

"Você o que?"


"Falei com Marie. Sim, foi isso que eu fiz. Procurei saber sobre sua carreira e me certifiquei do que já desconfiava, que você não descansava. Então pensei: Por que não unir o útil ao agradável e levá-la comigo. Não quero e nem agüento ficar longe de você uma semana inteira Lua e se eu partisse hoje para Portugal sozinho, só estaria de volta daqui a dez dias. Sei que fui egoísta em não lhe consultar, mas sim, eu queria passar uma semana inteira do seu lado. Sinto muito de me classifica mal por isso".
"Então... - ela continuava com a voz fria - Acho que o classifico mal por ter influenciado meus superiores, fazendo-os me mandarem para uma ilha em Portugal durante uma semana com você enquanto eu tenho vinte e dois casos para revisar? É isso que acho, que eu o classifico mal?"

Ele a encarou incerto.

"Estou começando a achar que você me abomina" - a voz estava triste.
" E eu estou começando a perceber que você está meio lento".

Ele franziu o cenho, não compreendeu o que Lua quis dizer até que sentiu-a presa em seu pescoço. Ela tinha pulado em seus braços e o enchia de beijos agora.

"Lua..." - ele disse inseguro.

"Achou mesmo que eu me zangaria com você, quando me livrou do inferno de vinte e dois processos burocráticos e chatíssimos, para passarmos uma semana inteira naquele paraíso, o qual só tive a chance de conhecer por fotos?"

Ele sorriu abobalhado.

"Eu achei que..."


"Acha demais Aguiar... Isto pode ser um problema".

Ele sorriu mais abertamente;.
"Prometo que será fantástico Lua. Prometo que farei amor com você todos os dias, quantas vezes você quiser, onde quiser e como quiser".

Ela lambeu os lábios maliciosa.

"Vai ter que cumprir cada palavra Arthur Aguiar, cada uma delas".

"Estou disposto a isto".

Ela arqueou a sobrancelha.

"Não vai se sentir incomodado por Pedro ir conosco?"


"Ah não - ele disse divertido - O jato possui um compartimento privativo, não teremos de ver a cara feia dele durante o trajeto. E quanto ao hotel, bom, manterei você ocupada o suficiente, creio que se não for pelas audiências, você nem vai lembrar que ele existe."

Lua sorriu.

"Não vou lembrar que ninguém existe com você ao meu lado. Aliás - ele sedutoramente passou as mãos por baixo da camisa dele. - estou começando a esquecer o mundo exatamente agora".
Arthur sentiu as mãos frias de Lua roçarem seus músculos fortes tremeu. Com muita relutância, segurou firme os pulsos dela.

"Não. Não faça isso olhos lindos".

Ela sorriu vendo o quanto o afetava com um simples toque.


Cap - 19

"Por que não?"

Ele emitiu um grunhido selvagem.

" O jato...precisamos estar lá em uma hora..."

Lua lambeu os lábios lascivamente.

"Em quanto tempo chegamos até lá?"

"Vinte minutos eu creio".

Ela sorriu. Um semblante atrevido e insinuante o qual Arthur nunca tinha visto igual.

"Fico satisfeita com quinze minutos do seu tempo".

Ele arregalou os olhos. Aquela era mesmo a Lua politicamente correta que conhecera. Arthur Aguiar corrompera Lua Blanco.

Arthur Aguiar considerava-se sem falsa modéstia um bom amante. Era experiente, Havia deixado a inocência muito cedo. Tinha muito orgulho de seu desempenho, não costumava transar com qualquer uma ou ser um escravo do sexo, escolhia bem suas parceiras e tentava dar o melhor de si para elas. Tinha o costume de comandar o ato do sexo, podia dizer com altivez que sempre enlouquecia as mulheres, mas nunca perdia o controle.

Nunca...

Até Lua Blanco surgir em sua vida.

Arthur agarrou os cabelos dela com força, tanta força que chegou a ser violento, mas ela gemeu e em vez de reclamar simplesmente agarrou-se mais a ele mostrando-se excitada com aquilo.

Arthur segurou-a firme pelas nadegas e a levantou em seu colo fazendo com que ela enrolasse as pernas ao seu redor.

Procurou com desespero algum lugar par se apoiar e quando visualizou a escrivaninha dela, não se importou com o que quer que fosse que estava em cima e simplesmente jogou no chão. Teve certeza de ouvir duas ou três coisas se quebrando, mas não se importou.

Sentou-a em cima do móvel.

Lua estava vestida para ir ao clube. Um biquíni sexy preto e uma saída de praia azul estampada.

Facilitou e muito o contato.

Emitiram juntos um gemido selvagem e longo.

Arthur nunca havia se sentido daquela maneira. Tão necessitado de alguma coisa como necessitava nela.

Estar dentro dela era um vicio, como um drogado que usa sua droga. O Alivio era ao mesmo tempo a salvação e a perdição.

Ele moveu-se contra ela. Não havia nada de delicado na maneira como a possuía, mas Lua parecia estar tão imersa naquilo quanto ele.

Realmente não demorou, com breves e intensos movimentos e beijos calorosos ele chegou ao clímax e teria se sentido um menino com problemas de ejaculação precoce se Lua não tivesse se contorcido num orgasmo fabulosos gritando seu nome segundos antes dele.

Ao fim de tudo estavam suados, ofegantes e maravilhados.

Depois de alguns poucos segundos, quando Arthur puxou o ar de volta aos pulmões, ele consultou o relógio e riu.

"Você me disse que precisava de quinze minutos do meu tempo, te dei o que você queria em dez".

Ela gargalhou.

"Fantástico Arthur Aguiar, como sempre".

"Podemos ir agora?"

"Devemos ir agora" - ela rebateu. Beijou-o com uma intensidade incrível e depois ajeitou as roupas. Arthur acompanhava cada movimento seu.

Lua perguntou à caminho do carro quando aprendera a ser sedutora. De onde tirara aquela coragem.

Riu sozinha. No fim não compartilhavam das mesmas idéias.

Arthur diria que corrompera Lua Blanco, ela achava diferente:

Arthur Aguiar libertara Lua Blanco

"Dê-me cinco minutos para fazer uma mala"

Havia dito Lua antes de saírem no apartamento, mas Arthur não deixou:

"Não será necessário. Tenho certeza de que se divertirá muito mais se comprar o que precisa na ilha, nos dará um bom motivo para explorarmos o local, ou então realmente não lhe deixaria sair do hotel. Quer dizer, não creio que precisará de muita coisa, já que realmente terá grandes dificuldades para deixar aquele quarto".

Ela sorriu e assentiu.

Era maravilhoso sentir-se daquela maneira. Estar apaixonada, sim ela já admitira a si mesma que estava, deixava-a leve, como se andasse nas nuvens. Ao mesmo tempo era desesperador, pois sabia que tudo aquilo tinha um momento para acabar.

Durante o trajeto, Lua permanecera calada, pensativa.

Poderia revelar a Arthur que o amava? Que o queria por mais que meros dois meses? Que este tempo não seria suficiente?

E se ele não sentisse nada por ela. Nada alem do desejo irrefreável, pareceria então uma tola adolescente que doara muito em troca de nada. Isso lhe deixava em pânico.

Quando chegaram ao aeroporto, Micael já estava esperando-os. Assim como Pedro Cassiano e o restante da equipe de defesa.

Arthur passou o braço possessivamente pelos ombros dela e estampou o melhor sorriso quando apertou a mão do irmão, sob o olhar frio e invejoso de Pedro.

"Minha advogada?"

Perguntou Micael com gracejos.

"Sim, sua advogada".

Micael levou os braços na intenção de cumprimentar Lua com um abraço, mas ela foi puxada para trás com delicadeza.

"É sua advogada e minha garota, tire as mãos dela".

Micael gargalhou e abraço Lua mesmo assim.

"Thutuzinho, sempre ciumento e possessivo, que coisa feia meu irmão".

Arthur riu e abraçou o irmão.

Lua tinha um semblante incrivelmente feliz e satisfeito. Os olhos brilhavam e não era qualquer brilho, era o brilho da paixão.

Aquilo despertou um monstro dentro de Pedro e ele resolveu que, pelo menos durante aquela semana, estaria seguro o suficiente contra Arthur.

Tomado por um impulso repentino Pedro aproximou-se.

"Bom dia. - ele disse seco para Arthur - Como vai Lua?" - Ele já lhe dirigiu uma voz mais doce e tomou-lhe mão para beijar sem que ela esperasse.

Arthur estreitou os olhos, mas nada fez.

"Bom dia Pedro"

Lua disse educadamente retirando a mão.

"E ai Pedro , não vai levar a Pérola?"

Arthur disse com um tom firme e cínico e Pedro entendeu a indireta.

"Estou a trabalho Aguiar e não me lua de mel"

Respondeu com superioridade, mas ao contrario de se ofender ou se irritar com a petulância dele, Arthur riu.

"Então será o único".

Micael gargalhou assim que compreendeu do que se tratava a tensão entre os dois homens.

Sabia que não precisaria se preocupar com o irmão. Além de Arthur saber tirar aquilo de letra, estava estampado a palavra amor na face de Lua, não via quem não queria.

"A equipe está toda aqui Lu - disse Pedro com intenção de provocar ao chamá-la pelo apelido - Poderíamos nos reunir durante a viagem e discutir..."

"Temo que não vá ser possível Pedro - Arthur quase cuspiu o nome dele - Não poderão dispor da maravilhosa companhia de minha namorada durante a viagem, já que ela irá comigo no compartimento privativo do jato e eu realmente não estou disposto a dar um minuto de sobra para deixar o lugar".

Pedro trincou os dentes.

"Pretende amarrá-la Aguiar? Vai trancar os pulsos dela na poltrona".



Cap - 20

Lua arregalou os olhos e ia dar uma resposta, mas Arthur adiantou-se.

"Ah não Pedro. Não recorrerei aos únicos métodos que você conhece para prender uma mulher, tenho maneiras mais sutis e muito mais...eficientes... de fazê-la ficar lá. Garanto a você, ela não vai querer sair. Agora se me dão licença, estou em lua de mel, e ela está começando agora".

Sem dar chances de réplica, Arthur agarrou Lua pela cintura e a levou para o Jato com um sorriso no rosto de vitória.
Ilha da madeira era o que se podia chamar de um pedaço do paraíso na terra. Havia um 'que' de campos Elísios das histórias mitológicas, era sem duvida um lugar digno de deuses.

Foi assim que Lua sentiu-se assim que pisou em solo Português.


Uma deusa, mas não era apenas pela beleza e perfeição do lugar, era em si por todo o conjunto, formado por uma ilha paradisíaca e Arthur Aguiar, nada no mundo poderia ser mais excitante e mágico que aquilo.

Pedro ainda tentou aproximar-se de Lua usando uma desculpa esfarrapada sobre algo burocrático que seria apresentado na segunda feira, mas não conseguiu.

No momento em que ouviu o seu nome ser chamado, Lua fez menção de virar-se e responder o chamado, mas Arthur arrebatou sua boca num beijo exigente e possessivo, um beijo que fez com ela esquecesse tudo ao seu redor, um beijo que intimidou Pedro ao ponto de estancá-lo no lugar, um beijo que revelava o que quanto ambos se queriam e onde Arthur dizia claramente que não permitiria que ninguém se impusesse entre eles.
Quando sentiu os lábios dele largando os seus Lua tremeu, primeiro pela sensação de abandono que sofria sempre que isto acontecia, depois por ver o sorriso zombador na face dele ao encarar Pedro.

Ela comprimiu o cenho.

"Está mesmo me usando de bola, neste seu jogo de pingue pong com o Pedro?"

em vez de se fechar o sorriso dele se alargou mais.


"Bola? Nunca olhos de lindos. Eu jamais lançaria você em direção a ele, mesmo que fosse rebatendo".

Ela ficou ainda mais carrancuda.

"Lua, me desculpe, acho que este é um dos meus defeitos - ele disse com os lábios colados ao ouvido dela o que lhe causou tremores - Sou possessivo, amor.


Lua tremeu mais uma vez, ele a chamara de amor de novo. Seus olhos umedeceram, como ela gostaria que houvesse sentimento na palavra.

"Mesmo assim Arthur, não acho correto agir assim".

"Também não acho correto ficar quieto enquanto ele te come com os olhos, mas estou aqui não estou?"

"NÃO sabia que era machista".

"Eu também não sabia. - ele disse parecendo serio - Até você aparecer. Tudo o que eu sei agora é que eu te quero muito, e quero só pra mim".

Os calafrios aumentaram.


"Esquece este idiota e se concentra em mim - ele mordiscou o lábio inferior dela fazendo com que sua raiva passasse instantaneamente - Concentre-se no momento. estamos aqui, você e eu, neste lugar fantástico, eu reservei a suíte principal par nós. Vou fazer estragos em você hoje e a noite".

Ela não conseguiu deixar de sorrir.

"Vai me estragar?"

"AH vou, vou sim. Você deve se preparar psicologicamente Lua, pois hoje a noite ou você fica satisfeita ou traumatizada".

Ela gargalhou.

"Sabe Arthur, sua modéstia me assusta.


"E sua boca me enlouquece. - ele a beijou de novo, quente e sofregamente - Me diz que está tão ansiosa quanto eu pra chegar naquele quarto".

Ela sorriu com a boca ainda colada a dele.

"Onde está o carro?"

Ele lhe devolveu o sorriso e pegou sua mão guiando-a para um Audi preto estacionado no meio fio.

"Sua carruagem minha rainha" - ele disse lhe fazendo uma reverencia e abrindo a porta do carro. Ela entrou sorrindo.


"A propósito Lua, você gosta de chocolate suponho".

Ela confirmou.

"Sim, gosto".

"Qual tipo?"

"Todo tipo. Prefiro branco, mas amo chocolate de toda forma".

Ele sorriu, um sorriso carregado de malicia e promessas.


"Bom saber".

E assim arrancou o carro deixando um Pedro esquecido e possesso para trás.
O King Aguiar Hotel era na verdade um conglomerado charmosíssimo de chalés 5 estrelas. o mais incrível era o formato da construção, lembrava mesmo uma taba indígena, os chalés eram dispostos em um enorme circulo e no centro ficava um centro de comercio, com lojas próprias de roupas, restaurante, bar, boate e um centro de lazer com quadra e salão de jogos, além de piscinas e uma boate de Striptease.

Ficava localizado na praia alagoa, num ambiente espetacular com uma vista incrível do mar e a distancia entre os chalés e a praia era mínima.

A suíte principal era um lugar fantástico, parecia um chalé de contos de fadas, não tinha ares sedutores como era de costume uma suíte destinada a casais, principalmente recém casados, que era o foco principal daquele lugar, mas sim um ar romântico, mágico.


Lua não saberia explicar por que Arthur escolhera aquele chalé, mas estava encantada.

"Gostou?"

Ele perguntou quando envolveu sua cintura e amparou o queixo em seu ombro fazendo-a sentir o sopro da sua voz no ouvido e estremecer.

"É perfeito".

ela disse boba.

"Vai ficar mais perfeito ainda".

Ele falou e sem cerimônias virou-a para si, e a beijou avidamente.


"Sei que fizemos amor pela manhã, mas estou louco de desejo por você".

Ela correspondeu ao beijo, enterrando os dedos e as unhas bem feitas em seus cabelos.

"É recíproco".

Respondeu ofegante.
Ele segurou seu rosto de maneira que só ele sabia mesclar possessividade com delicadeza, ela sentiu os dedos ásperos em sua nuca, por baixo de suas orelhas, o beijo ávido e intenso roubando seu fôlego enquanto ele a empurrava para trás em direção a cama.





Cap - 21

Havia urgência, muita urgência em chegar lá.

No caminho, os mesmos dedos que eriçaram sua pele na nuca, desceram deslizando pelo corpo, roçando a lateral dos seios, fazendo-a arquear e seus mamilos enrijecerem sob o toque. As mesmas mãos buscaram a barra da camiseta, enquanto as dela foram ao foco principal, o zíper.

Na adrenalina e ansiedade que precedia o ato do amor, acabaram esquecendo que nadavam e acabaram tombando na cama, ela por baixo dele.

A queda apenas favoreceu a intimidade, com um gesto preciso ele insinuou o joelho por entre suas coxas separando as pernas dela forçando um contato mais intimo, tão mais intimo que a fez sibilar seu nome.

Aquilo só serviu para aumentar seu frenesi, com impaciência, deixou de tentar tirar sua camiseta amigavelmente e a rasgou, ela gemeu mais alto com o susto mas aquilo excitou-a ainda mais.

Estavam tão perdidos um no outro que mal puderam acreditar quando ouviram um celular tocar.

"Arthur..."

Ela alertou entro beijo.

"Hum".

Ele respondeu sem parar de beijar.

"Arthur... O celular" - ela disse apesar de não querer desgrudar dele.

"Deixa tocar". - ele disse com urgência

Deixaram, por algum tempo tentaram esquecer que aquele aparelhinho irritante estava tocando desesperadamente, mas não dava, a insistência era grande demais.

"Arthur, deve ser importante..."

"Nada, olhos lindos, nada é mais importante que estar com você, nada é mais importante do que ser seu e te fazer minha, esqueça o resto".

Era quase impossível não esquecer, principalmente quando ele pedia daquele jeito, com aquele olhar, com a boca tão próxima a dela, com as mãos sobre ela.

Mas o telefone continuara tocando, repetidamente até que ele não aguentou mais.

"Droga! Vou quebrar esta porcaria".

Ela se assustou a principio. Desde que começaram a sair só vira Arthur nervoso uma vez e foi quando falou sobre as ofensas de Pedro, mas agora ele estava irado. Porém o susto foi inicial apenas, pois rapidamente tornou-se diversão ao vê-lo em plena ereção, com uma face de menino abandonado e desesperado.

"Não ria de mim, isso não é engraçado".

Ele tentou soar sério mas a careta que ele fez apenas a incentivou a gargalhar.

Arthur pegou o telefone contrariado e atendeu sem nem mesmo ver quem estava ligando;

"Alô".

Ele ficou em silencio por alguns minutos, com um semblante sério, que se fechava cada vez mais.

"Tem certeza Mica?"

Lua franziu o cenho olhando-o e estranhando o fato de Micael ter ligado, afinal tinham se falado a menos de meia hora.

"Você tem certeza que não podemos deixar isto para amanhã?"

Lua viu Arthur fazer uma careta de desagrado e concordar com raiva com alguma coisa que seu irmão lhe dizia no telefone.

Arthur fechou o aparelho com um pouco de violência e jogou em cima da bancada.

Virou-se para Lua e ela percebeu que ele tentava se controlar.

"O que houve Arthur?"

Ele a olhou, havia algo de sofrimento em seu olhar.

"Micael está com problemas. Jhon Saint, o cara que o está acusando de plágio conseguiu um mandado para impedir que ele abra o King Aguiar até o fim do julgamento.

" Que coisa terrível".

"Ele precisa que viajemos até Lisboa para tentar reverter isto".

"Sim, precisaremos recorrer".

"O problema é que ele quer que viajemos hoje, na verdade ele nos espera em meia hora no aeroporto".

Lua arregalou os olhos.

"Hoje? Agora?"

"Sim, amanhã à noite tinha algo especial, um tipo de evento que fazem todos os anos aqui em King Aguiar, e a maioria das reservas foi feita para este dia em especial. Se não conseguir autorização para abrir o complexo amanhã ele perderá muito dinheiro".

"Isso é horrivel Arthur... Mas tudo bem, creio que o jato possa nos levar até Lisboa em pouco tempo".

"Este é outro problema Lua, Mica precisou do Jato, teremos de ir em vôo comercial".

Lua suspirou derrotada. Parecia que a super noite acabara.

"Temos que ir Arthur, não podemos deixar seu irmão perder tanto dinheiro".

Arthur deu um muxoxo engraçado e ela quase gargalhou com a atitude infantil dele, teria gargalhado se ela mesma não estivesse tão frustrada e excitada quanto ele.

"Vamos nos trocar, precisamos ir logo". - ela disse quando ele chutou o pé da cama.

Quando Lua passou por ele em direção ao banheiro, ele a agarrou pela cintura e beijou seu pescoço, fazendo menção de ir com ela para o banheiro, mas ela o parou.

"Nem pensar, se você entra neste banheiro, seu irmão vai a falência".

Arthur deu outro muxoxo, mas mesmo a contra gosto deixou-a ir sozinha.

Chegaram ao aeroporto a tempo e o avião decolaria em poucos minutos, Micael parecia nervoso, andava de um lado para o outro com o semblante fechado, Arthur nunca o tinha visto assim. Era realmente sério.

Aproximaram-se do balcão de embarque e encontraram a equipe de defesa reunida. O humor de Arthur piorou quando viu o sorriso satisfeito de Pedro, que parecia estar adivinhando o quanto aquela viagem abalara seus planos.

"Lua... - ele disse com um sorriso triunfante - Vejo que veio nos ajudar. Será que agora poderíamos nos reunir e..."

"Não, ela não pode. Lua está aqui para supervisionar portanto no momento ela não está trabalhando - Disse Arthur com toda grosseria que podia - O caso é seu, trate de honrar seu nome como advogado em vez de se apoiar no talento dela."

"Opa, calma ai cara...EU nem estou falando com você"

Ele disse de queixo erguido, mas Arthur sabia que toda essa marra era pelo fato de sentir-se protegido no meio de tanta gente.

"Mas eu estou falando com você, e estou dizendo que ela não está aqui para te servir de suporte, se não se garante sozinho se retire do cargo".





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